Ministro Márcio Elias Rosa propõe ampliar diálogo comercial entre Brasil e Itália

Ministro Márcio Elias Rosa propõe ampliar diálogo comercial entre Brasil e Itália

Crescimento foi de 11,4% no comércio bilateral em 2026 e contou com a presença de cerca de 1.100 empresas italianas no Brasil

Por iniciativa do ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, Brasil e Itália criaram diálogo comercial entre os dois países. A proposta foi apresentada nesta quarta-feira (9/9), durante reunião com Antonio Tajani, vice-presidente do Conselho de Ministros da República Italiana e ministro das Relações Exteriores e da Cooperação Internacional.

O encontro ocorreu no âmbito do Diálogo Empresarial Brasil-Itália, realizado na Fiesp, em São Paulo (SP). A iniciativa prevê a criação de uma unidade em nível técnico para discutir a expansão das exportações e importações e tratar de dificuldades enfrentadas pelas empresas.

“O Brasil oferece à Itália grandes oportunidades, a partir de uma indústria altamente resiliente, diversificada e capaz de enfrentar diferentes ciclos econômicos. Ao mesmo tempo, a Itália já oferece ao Brasil a presença de grandes grupos econômicos, que há décadas investem e produzem no país. Temos, portanto, uma relação que já é importante, mas que ainda apresenta um espaço muito grande para crescer”, destacou o ministro.

A iniciativa ocorre em um momento de aproximação entre Brasil e Europa, impulsionada pelo Acordo Mercosul-União Europeia. Nos primeiros quatro meses de vigência provisória do acordo, a corrente de comércio entre os dois blocos avançou 8,5%.

Entre Brasil e Itália, a corrente de comércio cresceu 11,4% de janeiro a agosto de 2026, após alta de 14,4% em 2025. A relação econômica reúne cerca de 1.100 empresas italianas no Brasil, com estoque de US$ 20,8 bilhões em investimentos diretos italianos, equivalente a 2,4% dos investimentos externos no país.

Entre os setores com espaço para ampliar a parceria estão indústria automotiva, saúde, agronegócio, tecnologias digitais, máquinas e equipamentos e transição energética. Até agosto, café, soja e carne bovina responderam por 30,8% das vendas brasileiras à Itália. As importações brasileiras de vinho italiano cresceram 13,8% em valor, enquanto a tarifa caiu de 27% para 24% desde maio.

Para Márcio Elias Rosa, o aprofundamento da relação comercial precisa resultar em mais investimentos e produção.

“Mas acredito que nossa grande obrigação, enquanto governo, é garantir os atributos fundamentais para que essa aproximação se transforme em investimento e crescimento: previsibilidade econômica, segurança jurídica e estabilidade institucional. É isso que permite que uma empresa tome a decisão de investir, ampliar sua produção e permanecer no país no longo prazo”, disse o ministro.

Antonio Tajani manifestou entusiasmo com o avanço do acordo e se colocou à disposição. Antes da abertura do evento na Fiesp, Tajani afirmou que a missão, composta por 100 empresas italianas, é a maior desde a assinatura do acordo e busca transformar em “ações concretas” a decisão europeia, fortemente apoiada pela Itália, de aprovar o pacto com o bloco sul-americano.

ASCOM MDIC

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