Por Jacildo Bezerra
Negociações entre Mercosul e Associação Europeia de Livre Comércio foram concluídas
No dia 2 de julho, as negociações entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), composta por Suíça, Noruega, Islândia e o Principado de Liechtenstein, foram totalmente concluídas.

Trata-se de um Acordo avançado, que liberaliza o comércio de bens, serviços, compras públicas e investimentos, abrindo espaço para os produtos brasileiros em um mercado de aproximadamente 15 milhões de pessoas, com alto poder aquisitivo. Praticamente 100% das tarifas de importação do setor industrial do EFTA serão eliminadas de forma imediata, a partir da entrada em vigor do Acordo. Produtos agrícolas também gozarão de acesso preferencial por meio de quotas e concessões parciais.
Por outro lado, interesses defensivos do Brasil também foram resguardados, dentre outros, por meio de cronogramas de desgravação tarifária de até 15 anos, pela exclusão do Sistema Único de Saúde (SUS) da oferta de compras públicas brasileira, e pela consolidação de padrões internacionais de proteção da propriedade intelectual, respeitando a legislação doméstica dos países.
Nos cinco primeiros meses de 2025, as exportações brasileiras para os países do EFTA alcançaram US$ 1,4 bilhão, crescimento de 35% com relação ao mesmo período de 2024. Na corrente de comércio bilateral o Brasil teve déficit de US$ 48,0 milhões.
Ambos os Blocos reafirmaram a intenção de trabalhar para que o Acordo seja rapidamente revisado, traduzido e assinado, ainda durante a presidência pro-tempore do Brasil no Mercosul, que vai até dezembro de 2025.
Para a Fiesp, Acordos comerciais como esse, entre Mercosul e EFTA, quando minuciosamente negociados e contando com a participação do setor empresarial e da sociedade civil, são a melhor maneira de inserir o Brasil no mundo, aumentar o comércio, atrair investimentos e gerar empregos de qualidade.
Fonte: FIESP













