Concessões, investimentos e manutenção das vias navegáveis são fundamentais para consolidar a Amazônia como um dos principais corredores logísticos do país.
A logística atual de transporte na região amazônica tem nos rios sua principal via para a movimentação de commodities agrícolas, minerais e líquidas no Arco Norte. A intermodalidade, utilização de mais de um modal de transporte na cadeia logística, é um dos principais fatores que impulsionam a competitividade da região, combinando os modais rodoviário e hidroviário em uma operação eficiente e sustentável. Além de reduzir custos logísticos e aumentar a eficiência no escoamento da produção, essa integração fortalece a participação da Amazônia na balança comercial brasileira.
A Amazônia possui uma extensa rede de rios navegáveis, mas nem toda via navegável é considerada uma hidrovia. Essa condição depende de investimentos em infraestrutura e serviços voltados à segurança e à regularidade da navegação, como dragagem, sinalização, monitoramento e manutenção permanente da navegabilidade. A concessão desses serviços à iniciativa privada é uma das alternativas para viabilizar esses investimentos.
“A concessão é uma forma de você acelerar os investimentos necessários para perenizar a navegação das vias potencialmente navegáveis ou até mesmo elevá-las à condição de hidrovias.”, comenta Flávio Acatauassú, presidente da Associação dos Terminais Portuários e Estações de Transbordo de Cargas da Bacia Amazônica (Amport).
A transferência à iniciativa privada da responsabilidade pelos investimentos e pela execução dos serviços de manutenção hidroviária pode acelerar a implantação das vias navegáveis e elevar rios à condição de hidrovias em menor tempo. A empresa concessionária executa obras e serviços de infraestrutura sob as diretrizes da política pública federal e dos contratos de concessão.
“Investir em vias navegáveis para transformá-las em hidrovias é uma medida estratégica que amplia a segurança da navegação, reforça a segurança nacional e promove a sustentabilidade ambiental.”, finaliza Flávio.
Os investimentos em hidrovias impactam diretamente a competitividade da economia amazônica. A redução dos custos de transporte e o aumento da capacidade de escoamento fortalecem setores produtivos, atraem novos empreendimentos e ampliam oportunidades de negócios, com reflexos diretos na geração de emprego, renda e desenvolvimento regional.
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