
Roraima registrou crescimento de 231,9% nas exportações de bovinos em 2025, segundo a Aderr (Agência de Defesa Agropecuária de Roraima). Ao todo foram enviadas 70.931 cabeças de gado para outros Estados brasileiros, frente a 21.367 em 2024. Os animais foram destinados para abate, engorda, esporte, exposição e recria.
O principal destino das remessas foi o Amazonas. O Estado vizinho liderou o ranking de importações com 62.188 cabeças de gado vindas de Roraima, um aumento de 209,8% em relação a 2024, quando foram adquiridos 20.069 animais.
Outro destaque foi Rondônia, que não havia recebido bovinos roraimenses em 2024 e passou a importar 3.867 cabeças em 2025. Além disso, houve crescimento das exportações para Goiás, Mato Grosso do Sul e São Paulo, que juntos adquiriram quase 6 mil animais no período analisado.
Fatores do crescimento
De acordo com a Aderr, o avanço é resultado de fatores como o aumento das exportações brasileiras de carne para o mercado internacional e a redução da oferta de animais em outras praças pecuárias, o que levou compradores a buscarem reposição de rebanho em regiões mais distantes.
O presidente da Aderr, Marcelo Parisi, explicou que a diminuição da oferta de outros mercados para o pecuarista de recria e engorda fez com que criadores buscassem reposição fora de seus Estados de origem.
“Temos observado que, nos últimos anos, o pecuarista de Roraima tem investido bastante em melhoria da qualidade genética do rebanho. Isso representa uma carcaça melhor, um animal mais precoce entrega de uma carne melhor para o frigorífico”, comentou o presidente da Aderr.

Parisi acrescenta que frigoríficos do Amazonas têm priorizado a compra de animais vivos em Roraima justamente por essa evolução do rebanho. “Então, esses são os principais fatores que permeiam esse aumento, além do preço atrativo do animal aqui do Estado”.
Ainda segundo Parisi, as políticas sanitárias também tem protagonismo no resultado alcançado. Em maio de 2025, Roraima recebeu o certificado de livre da aftosa sem vacinação, concedido pela OMSA (Organização Mundial da Saúde Animal).
“Isso traz condições favoráveis para o nosso produtor, que poder exportar e buscar um mercado melhor para o seu rebanho. Então, isso gera receita para o estado e para as propriedades rurais que também voltam a reinvestir esses valores para que tenhamos uma pecuária cada vez mais forte em Roraima e possamos entregar cada vez mais qualidade para o consumidor”, afirmou o presidente da Aderr.














