Por Jacildo Bezerra

O governo federal define os dados para a divulgação do Plano Safra 2025/26, principal ferramenta de crédito para o agronegócio. O anúncio das condições para a agricultura familiar será em 30 de junho, enquanto as medidas específicas para a agricultura empresarial serão lançadas em 1º de julho, no Palácio do Planalto.
A expectativa do setor é que o volume total de crédito supere R$ 600 bilhões, com recursos provenientes de diferentes fontes, como depósitos à vista, poupança rural e LCAs. Os ministérios da Agricultura, Fazenda e Desenvolvimento Agrário ainda discutem os detalhes finais, como taxas de juros e condições específicas para pequenos, médios e grandes produtores.
Para comentar a expectativa em torno do Plano Safra, colocamos à disposição Thays Moura – sócia da fintech de crédito rural Agree. Com mais de 15 anos de experiência em coleta de recursos para o agro, ela já liderou processos que somam R$ 1,5 bilhão em limites de crédito aprovados.
A nova temporada agrícola tem início em 1º de julho e deve se estender até 30 de junho de 2026. A definição a respeito do volume dos recursos ainda está em discussão pelos ministérios responsáveis, como o da Agricultura, da Economia e o de Desenvolvimento Agrário.
Plano Safra recorde?
A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e outras entidades correlatas já manifestaram a expectativa de que o valor subsidiado para a nova temporada seja obrigatoriamente maior do que os R$ 475,56 bilhões do último Plano Safra.
O pedido decorre, principalmente, por conta do atual cenário de crédito restrito e da taxa básica de juros fixada na última reunião do Banco Central em 15% ao ano. Contudo, o governo federal não descarta a possibilidade de manter o mesmo montante devido às restrições orçamentárias e ao cumprimento da meta fiscal de 2025.
Bloqueio do seguro rural
Nesta terça-feira (24), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou o bloqueio de cerca de R$ 445 milhões previstos para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).
O contingenciamento ocorre para que o governo federal consiga cumprir suas metas fiscais. O ministério informa que “esse cenário deve ser temporário”.













