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A Venezuela não deve conseguir aumentar sua produção de petróleo no curto prazo, o que deixa os mercados com dúvida de precificar o futuro, afirma Stephan Kautz, economista-chefe da EQI Asset, no Mercado Aberto, do Canal UOL. Mesmo com as maiores reservas provadas do mundo, o país enfrenta deterioração de infraestrutura, o que limita seu impacto nos mercados globais, frente às incertezas de quem e como a Venezuela será administrada.
Eu acho que o mercado tende a ter dúvidas sobre como precificar esses eventos, basicamente pelo fato de que, na Venezuela, vai ser muito difícil aumentar a produção do petróleo no curto prazo, houve uma deterioração muito grande da capacidade de produção nos últimos anos. (…) A Venezuela está muito fora do mercado global, tanto na produção do petróleo quanto nos mercados financeiros, então o impacto mais amplo deve ser bem pequeno, não deve ser muito relevante daqui para frente.
A China e a Rússia não vão fazer nada, soltaram notas razoavelmente lacônicas e simples, não vão se movimentar em termos militares em relação a isso, então não deve haver um espalhamento no curto prazo em relação a essa questão.
Para Kautz, a instabilidade política e as sanções mantêm o bloqueio no setor, o que pode gerar pressão de alta no preço do petróleo no curto prazo.
Para o petróleo, talvez algum movimento de curto prazo seja uma pressão de alta, porque o bloqueio permanece. Mais a médio prazo a expectativa é de queda do preço, porque provavelmente [haverá] algum tipo de aumento de produção daqui a um ano, dois anos.
O economista também avalia que o histórico de intervenções dos EUA em outros países reforça o ceticismo do mercado quanto a mudanças rápidas.
O governo americano é muito bom em fazer intervenções e derrubar governos, mas tem uma dificuldade muito grande em construir novos governos e fazer essa transição, a gente já viu isso em diversos países no próprio Oriente Médio, aqui na América Latina também… Então o mercado não deve tentar precificar muito ali grandes mudanças de curto prazo.
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