Comércio entre entre Brasil e Venezuela como um todo apresenta superávit em 2025 apesar da redução em Roraima
Jacildo Bezerra – Da Redação
Foto: Getty Imagens

O comércio bilateral entre Brasil e Venezuela apresentou fortes variações entre 1997 e 2025, com picos históricos no início dos anos 2000 e declínio acentuado a partir de 2013.
Em 2025, de janeiro a novembro, a exportação brasileira para a Venezuela somou US$ 751,7 milhões. O país foi o 52º maior destino das exportações brasileiras, com participação de 0,24% nas vendas nacionais.
No mesmo período, o Brasil importou US$ 313,7 milhões, e a Venezuela foi o 61º maior fornecedor, com participação de 0,12% nas compras nacionais.

O principal produto exportado para o país foi açúcar, seguido por preparações alimentícias como farinhas, maionese e preparações para bebidas; além de milho, arroz, automóveis, entre outros. Do lado da importação, o Brasil comprou principalmente fertilizantes, alumínio e metanol.

O comércio bilateral entre Brasil e Venezuela apresentou oscilações marcantes entre 1997 e 2025. O ponto máximo de exportação foi atingido em 2008, quando superou US$ 5,1 bilhões. Já a importação brasileira proveniente da Venezuela apresentou pico em 2000, ultrapassando US$ 1,3 bilhão.
O Brasil registrou superávit na maior parte dos anos, destacando-se 2008, quando o saldo atingiu US$ 4,59 bilhões.
A partir de 2013, entretanto, observou-se uma redução significativa do comércio bilateral, culminando em mínimos históricos entre 2019 e 2020, especialmente nas importações brasileiras, que caíram para apenas US$ 76 milhões em 2020.

A corrente de comércio, que havia alcançado seu maior nível em 2013 (mais de US$ 6 bilhões), perdeu intensidade nos anos seguintes.
Entre 2021 e 2024, houve alguma recuperação, porém em patamares distantes dos picos anteriores, e 2025 (até novembro) voltou a registrar redução no fluxo bilateral.
Além disso, a participação da Venezuela no total do comércio exterior brasileiro permaneceu modesta na maior parte do período, raramente superando 0,4% desde 2021, o que indica que, apesar da relevância histórica, o peso relativo da Venezuela diminuiu ao longo do tempo.
Com informações do MDIC









