Agência de Notícias da Indústria
Confederação Nacional da Indústria representou o setor produtivo na assinatura da carta de engajamento com o MDIC e os setores que utilizam muita energia em seus processos

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) participou, nesta segunda-feira (17), do evento de lançamento da consulta pública da Estratégia Nacional de Descarbonização Industrial (ENDI). A iniciativa, conduzida pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), ocorreu durante a COP30, em Belém (PA).
Parceira técnica na elaboração da estratégia, a CNI representou o setor produtivo na assinatura da carta de engajamento com o MDIC e os setores energointensivos, convocando a indústria a contribuir para a consolidação de uma política industrial moderna, competitiva e alinhada às metas climáticas do país.
A consulta pública ficará disponível na Plataforma Brasil Participativo de 17 de novembro de 2025 a 17 de janeiro de 2026.
Compromisso conjunto na COP30: assinatura da Carta de Engajamento
O evento de apresentação da ENDI (Elementos para uma Estratégia Nacional de Descarbonização Industrial) ocorreu no Pavilhão Brasil, na Zona Verde, e contou com a presença do vice-presidente da República e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin. Ele destacou que a ENDI representa uma indústria mais inovadora, mais sustentável e mais competitiva.
“A indústria do futuro é de baixo carbono, e a ENDI vai fortalecer a produção nacional, aumentando a competitividade da indústria brasileira em um cenário global que exige baixas emissões. Com essa estratégia, mais uma vez, o Brasil mostra que está na liderança global quando falamos de sustentabilidade”, afirmou Alckmin.
Um dos momentos centrais foi a assinatura da carta de engajamento pela CNI, pelo MDIC e pelos setores energointensivos da indústria. O documento reafirma o compromisso com o desenvolvimento sustentável, o avanço da inovação tecnológica e a construção de uma economia industrial de baixo carbono. A CNI foi representada pelo presidente da FIEPA e vice-presidente da CNI, Alex Carvalho, que destacou a importância da iniciativa.
“A CNI tem trabalhado para que a transição energética avance com competitividade. A consulta pública sobre a ENDI é uma oportunidade de alinhar os esforços dos setores energointensivos às metas industriais de longo prazo e com rotas tecnológicas que já estão em curso”, disse.
Davi Bomtempo, superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, reforçou que o engajamento dos setores intensivos em energia é decisivo para o sucesso da agenda. “Setores energointensivos têm um papel fundamental na descarbonização. A carta de engajamento reforça que indústria e governo estão construindo juntos soluções que unem inovação, segurança energética e criação de empregos”, avaliou.
O ato consolida a cooperação entre governo federal e setor produtivo, reforçando a disposição da indústria em contribuir para a redução da intensidade de carbono na produção e para o fortalecimento de uma base industrial inovadora, competitiva e socialmente responsável, condição essencial para que o Brasil alcance as metas climáticas até 2050.
ENDI e os quatro pilares
A Estratégia Nacional de Descarbonização Industrial propõe transformar a descarbonização em motor de competitividade e desenvolvimento econômico sustentável. A ENDI contempla setores estratégicos, como siderurgia, cimento, químico, papel e celulose, alumínio e vidro, e articula ações voltadas à inovação, eficiência e criação de mercados de produtos de baixo carbono.
A estratégia está estruturada em quatro pilares interligados:
- Pesquisa, desenvolvimento, inovação (PD&I) e capacitação profissional: Incentivo à criação de soluções tecnológicas nacionais e à formação de mão de obra qualificada.
- Insumos descarbonizantes: Substituição progressiva de insumos e energéticos fósseis por alternativas mais sustentáveis, como biocombustíveis, hidrogênio de baixa emissão, biomassa e materiais reciclados.
- Estímulo à demanda por produtos de baixo carbono: Consolidação de mercados por meio de certificações, rotulagens e políticas de compras públicas sustentáveis, ampliando a competitividade da indústria brasileira.
- Financiamento e incentivos: Estruturação de instrumentos de crédito, incentivos fiscais e mecanismos de defesa comercial para garantir as condições necessárias à transição industrial.








