Por Jacildo Bezerra – DA Redação
A balança comercial de Roraima registrou **superávit de US$ 10,9 milhões** em fevereiro de 2026, conforme dados oficiais do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), divulgados pelo Portal Comex Stat. No mês, as exportações alcançaram US$ 12,2 milhões, enquanto as importações ficaram em US$ 1,3 milhão, garantindo a manutenção do saldo positivo para o estado.
A soja e seus derivados lideraram as vendas externas, respondendo por 35,6% do total exportado, com faturamento de US$ 4,3 milhões. Os principais destinos incluíram Argélia, Turquia, Venezuela, Guiana e Israel. Em seguida, destacaram-se o extrato de malte (25,5%), milho (6,6%) e carnes e miudezas (6,6%).
Cerca de 86,6% das exportações de Roraima concentraram-se em apenas três países: Venezuela, Guiana e Argélia. A Venezuela despontou como o maior parceiro, absorvendo especialmente produtos de primeira necessidade, como extrato de malte, milho e óleo de soja. A Guiana se destacou na compra de carnes e miudezas, tortas e resíduos da extração de óleo de soja, além de máquinas e aparelhos. Já a Argélia importou exclusivamente soja em grãos.
Do lado das importações, o valor total de US$ 1,3 milhão distribuiu-se entre 29 produtos diferentes. O destaque ficou com pneumáticos, máquinas e aparelhos de ar condicionado e bombas para líquidos, que juntos representaram 67,7% do montante, equivalentes a cerca de US$ 0,9 milhão.
A China e os Estados Unidos foram os principais fornecedores, respondendo por 81,7% das compras externas de Roraima. Os chineses concentraram-se em pneumáticos e equipamentos de ar condicionado, enquanto os norte-americanos forneceram bombas para líquidos e partes de aparelhos, entre outros itens.
No que se refere aos pontos de saída, Pacaraima consolidou-se como a principal via de exportação, movimentando US$ 5,8 milhões e correspondendo a 47,2% dos despachos aduaneiros. Na sequência, apareceram o Porto de Manaus (US$ 3,3 milhões, 27,0%) e Bonfim (US$ 3,1 milhões, 25,5%).
Nas importações, o Porto de Manaus liderou o fluxo de entrada, com US$ 0,6 milhão (44,5% do total). Em seguida, destacaram-se o IRF – Porto de Pecém (US$ 0,4 milhão, 30,2%) e o Aeroporto Eduardo Gomes (US$ 0,2 milhão, 15,9%).
O resultado reforça a posição de Roraima como estado com balança comercial consistentemente positiva, impulsionada principalmente pelo agronegócio e pela proximidade com mercados vizinhos na América do Sul.













