Jacildo Bezerra – Da RedaçãoO Governo do Estado de Roraima, por meio da Secretaria de Estado de Planejamento e Orçamento (SEPLAN/RR) e da Coordenação-Geral de Estudos Econômicos e Sociais (CGEES), divulgou a Pesquisa Mensal da Cesta Básica de Boa Vista referente ao mês de outubro de 2026.
O levantamento revela que a cesta básica de alimentos encerrou o mês cotada em R$ 640,22 na capital, registrando um aumento de 2,05% frente aos R$ 627,36 apurados em setembro. Na prática, a elevação representa um acréscimo de R$ 12,86 no orçamento alimentar mensal das famílias de Roraima.
A pesquisa monitora primariamente 66 estabelecimentos comerciais distribuídos em 57 bairros de Boa Vista — mapeados em 8 zonas territoriais —, acompanhando o custo do sustento de um trabalhador adulto conforme os parâmetros do Decreto-Lei nº 399/1938 para as regiões Norte e Nordeste.
Vilões e Alívios do Orçamento Alimentar em Outubro
Apesar do comportamento heterogêneo entre os 14 itens essenciais da cesta, a pressão de alta foi puxada principalmente por produtos agrícolas e da lavoura:
- Mandioca: Liderou os aumentos com alta de +5,65% (custo passou de R$ 35,05 para R$ 37,03 pela cota mensal de 6 kg).
- Tomate: Registrou alta de +4,45% (acumulando R$ 93,04 no mês).
- Farinha de Mandioca: Subiu +3,87% (alcançando R$ 23,09).
- Manteiga e Arroz: Tiveram altas de +2,20% e +1,97%, respectivamente.
Em contrapartida, poucas reduções foram observadas, com destaque para o café (-0,47%) e o açúcar (-0,19%), movimentos que não foram suficientes para conter a elevação geral.
Alta Dispersão: Diferença do Preço da Carne Chega a R$ 27 por Quilo
O relatório chama a atenção para a forte variação de preços praticados entre os pontos de venda na cidade. A depender do bairro ou estabelecimento, a economia do consumidor pode ser significativa.
O destaque de maior oscilação foi a carne bovina (1 kg), onde o valor máximo encontrado atingiu R$ 64,99, enquanto o menor preço comercializado foi de R$ 37,95 — uma diferença expressiva de R$ 27,04 por quilo entre os pontos de venda pesquisados.
Outros itens como a manteiga 500 g (amplitude de R$ 25,00), o café 250 g (diferença de R$ 12,04) e a farinha 1 kg (variação de R$ 9,74) reforçam que fatores como localização, custos logísticos e estratégias comerciais causam impacto direto no custo final suportado pelas famílias.

Desigualdades Intraurbanas: Variação Chega a R$ 48,93 Entre Zonas de Boa Vista
A análise desagregada por áreas territoriais comprova que o custo de vida alimentar em Boa Vista varia de forma considerável dependendo da região geográfica:
- Zona de maior custo: Zona 1, onde o total da cesta de alimentos alcançou R$ 663,42 em outubro.
- Zona de menor custo: Zona 8, registrando o valor médio de R$ 614,49.
- Amplitude geográfica: Diferença de R$ 48,93 entre a área de maior e menor custo da capital.
Zonas como Z1, Z2, Z4 e Z7 apresentaram valores acima da média da cidade, enquanto Z3, Z5, Z6 e Z8 registraram custos comparativamente mais acessíveis, evidenciando como a menor oferta e a limitação de mobilidade podem sobrecarregar financeiramente moradores de determinadas regiões da capital roraimense.






