Vendas de derivados no mercado interno no 3º trimestre de 2026 alcançaram melhor resultado da história do atual parque de refino com 1.854 mil barris por dia
A Petrobras encerrou o terceiro trimestre de 2026 (3T26) com marcas históricas em todas as suas frentes de atuação. Impulsionada pelo maior patamar de eficiência operacional dos últimos oito anos, pela expansão no pré-sal e por recordes nas refinarias e exportações, a companhia consolidou um dos desempenhos operacionais mais expressivos de sua trajetória recente.
No período, a produção média de óleo, LGN e gás natural atingiu o recorde de 3,512 milhões de barris de óleo equivalente por dia (MMboed) — um avanço de 11,7% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e de 5,3% sobre o 2T26. O resultado refletiu a menor ocorrência de paradas para manutenção, a entrada em operação de 12 novos poços produtores (seis na Bacia de Santos e seis na Bacia de Campos) e o ramp-up dos FPSOs P-78 e P-79, no campo de Búzios.
Recordes de Produção e Expansão no Pré-Sal
O ecossistema do pré-sal continuou sendo o principal motor de crescimento da estatal. A produção total operada pela Petrobras alcançou a marca inédita de 5,08 MMboed, enquanto a produção total própria subiu para 3,51 MMboed. No pré-sal, os volumes operado e próprio atingiram 4,46 MMboed e 2,96 MMboed, respectivamente, superando os recordes do trimestre anterior.
Entre os ativos de destaque, o FPSO Alexandre de Gusmão (campo de Mero) atingiu sua capacidade nominal de 180 mil barris de óleo por dia (mbpd) em agosto e, após aditivo autorizado pelos órgãos reguladores e ambientais, cravou um pico de 190 mbpd em setembro. Com isso, Mero registrou média de 760 mbpd no trimestre, firmando-se como o terceiro maior campo produtor do país, atrás de Búzios e Tupi. Ainda em Mero, o FPSO Sepetiba superou sua capacidade projetada ao alcançar pico diário de 212 mbpd.
No campo de Búzios, o FPSO Almirante Tamandaré manteve o posto de plataforma mais produtiva do Brasil, registrando média mensal recorde de 263 mbpd em julho. Além disso, as unidades de Búzios superaram pela primeira vez a marca de 11 milhões de m³/dia na exportação de gás natural.
De olho no futuro, as plataformas gigantes P-80 e P-82 deixaram o estaleiro em Singapura em direção a Búzios. Com capacidade individual para 225 mbpd de óleo e 12 milhões de m³/dia de gás, as unidades figuram entre as maiores do mundo e têm início de operação previsto para 2027.
Eficiência e Sustentabilidade Operacional
A confiabilidade dos sistemas levou a eficiência operacional dos ativos ao seu melhor nível desde o 4º trimestre de 2018. Aliado a isso, o Índice de Utilização do Gás Associado (IUGA) atingiu o recorde de 98,3%, desempenho direto para a redução da intensidade de emissões de carbono nas operações offshore.
Desempenho no Refino, Mercado Interno e Exportações
No segmento de Refino, Transporte e Comercialização, a demanda interna por combustíveis impulsionou o volume de vendas de derivados para 1.854 mbpd — o maior patamar desde o 3T21 e o melhor resultado considerando a configuração atual do parque refinador. O crescimento de 6,4% em relação ao trimestre anterior foi puxado pelas altas nas vendas de diesel (+14,4%) e de querosene de aviação – QAV (+9,9%).
Mesmo com paradas programadas de manutenção na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), o Fator de Utilização Total (FUT) das refinarias permaneceu elevado em 99% no 3T26. A participação de produtos de alto valor agregado (gasolina, diesel e QAV) respondeu por 68% do volume produzido. A carga processada utilizou 93% de petróleo nacional e 72% de óleo do pré-sal, reduzindo a necessidade de importação de matéria-prima.
No comércio exterior, as exportações de petróleo e derivados somaram 1.251 mbpd. O período registrou recordes sucessivos nos embarques de petróleo nos meses de julho (37,2 milhões de barris) e agosto (37,8 milhões de barris).
Avanços na Transição Energética e Logística
A Petrobras deu passos estratégicos rumo à descarbonização no 3T26:
- Combustíveis Renováveis na RPBC: Assinatura de contratos para o projeto de BioQAV e Diesel Renovável, criando a primeira planta dedicada da companhia com capacidade de até 15 mbpd.
- Certificação Internacional na REDUC: A refinaria tornou-se a primeira habilitada pela certificação ISCC Corsia para produzir combustível sustentável de aviação (SAF) por coprocessamento a partir de óleo de soja ILUC, entregando seu primeiro lote de 3,8 milhões de litros. A unidade também obteve autorização da ANP para produzir Diesel R com 8,5% de conteúdo renovável.
Na infraestrutura logística, a companhia expandiu suas operações marítimas:
- Mercado de Bunker: Início do fornecimento marítimo de bunker no Porto de Suape (PE) e primeira operação comercial do tipo HSFO no Porto do Rio de Janeiro (RJ).
- Renovação da Frota: Recebimento do Starnav Elektra, primeiro navio de apoio offshore (PSV) do Programa Mar Aberto construído no Brasil, projetado com eficiência energética e suporte a combustíveis renováveis.
- Operações de Escoamento: Novo recorde de movimentação por navios transbordadores (CTV) em agosto, com 6,6 milhões de barris transferidos, e recorde histórico de atendimento no Terminal de Suape, com 101 navios operados no mês de setembro.
Agência Perobrás de Notícias






