Cesta Básica de Alimentos sobe 2,05% em Boa Vista e atinge R$ 640 em Outubro

Cesta Básica de Alimentos sobe 2,05% em Boa Vista e atinge R$ 640 em Outubro

A elevação representa um avanço de 2,05%, o que significa um acréscimo absoluto de R$ 12,86 no orçamento alimentar das famílias da capital em relação ao mês anterior.

O custo de vida do trabalhador boavistense ficou mais pesado no mês de outubro. Segundo a mais recente Pesquisa Mensal da Cesta Básica de Boa Vista, divulgada pela Secretaria de Estado de Planejamento e Orçamento de Roraima (SEPLAN/RR) através da Coordenação-Geral de Estudos Econômicos e Sociais (CGEES), o conjunto dos 14 alimentos essenciais passou de R$ 627,36 em setembro para R$ 640,22 em outubro de 2026.

A encarecimento do prato do consumidor local foi impulsionado principalmente pelos hortifrútis e derivados da mandioca. A mandioca liderou as altas com salto de 5,65% (alcançando preço médio de R$ 6,17/kg), seguida pelo tomate, que subiu 4,45% e passou a custar R$ 10,34 por quilo.

A farinha de mandioca (+3,87%), a manteiga (+2,20%) e o arroz (+1,97%) também registraram aumentos significativos no período. Em contrapartida, poucos itens ofereceram alívio ao bolso, com destaque para as reduções no preço do café (-0,47%) e do açúcar (-0,19%).

O levantamento, que monitorou 66 estabelecimentos comerciais distribuídos por 57 bairros em 8 zonas territoriais, revelou forte desigualdade de preços entre as regiões do município. A cesta de alimentos mais cara foi registrada na Zona 1 (composta por bairros como Caçari, Paraviana, São Francisco e São Pedro), onde o conjunto custou R$ 663,42.

Por outro lado, o menor valor médio foi verificado na Zona 8 (que engloba Pintolândia, Senador Hélio Campos, Laura Moreira, entre outros), saindo por R$ 614,49 — uma diferença de R$ 48,93 dentro da própria cidade. Já a Zona 6 (Bela Vista, Nova Cidade, Raiar do Sol, Operário) chamou atenção pela maior aceleração no mês, disparando 7,6% em função de altas expressivas da mandioca (+34,1%) e do tomate (+18,7%) na área.

Além das disparidades territoriais, a pesquisa apontou ampla variação entre os estabelecimentos. O quilo da carne bovina, por exemplo, apresentou uma diferença de R$ 27,04 entre o menor valor encontrado (R$ 37,95) e o maior (R$ 64,99), ressaltando a importância de pesquisar antes das compras.

Ao analisar o impacto no bolso do trabalhador assalariado — considerando o salário mínimo de R$ 1.621,00 e uma jornada de 220 horas mensais —, o estudo mostra que são necessárias 86 horas, 53 minutos e 25 segundos de trabalho para adquirir integralmente a cesta de alimentos. Esse montante equivale a comprometer 39,5% de toda a renda mensal líquida com alimentação básica. Entre os produtos que mais exigem esforço financeiro e tempo de trabalho destacam-se a carne bovina (14h21min), o tomate (12h37min) e o pão francês (10h36min).

O relatório da SEPLAN/RR traz ainda o acompanhamento de outros suprimentos essenciais do lar. A cesta de produtos de limpeza doméstica, composta por 8 itens, subiu 1,37% em outubro e passou a custar R$ 83,78, puxada pelas altas da vassoura (+5,42%) e do detergente (+3,90%), exigindo 11 horas e 22 minutos de jornada de trabalho para sua aquisição.

Por sua vez, a cesta de higiene pessoal, contendo 5 produtos, teve leve avanço de 0,59% e fechou o mês em R$ 27,06, com a alta do sabonete (+4,20%) sendo atenuada pelas quedas do papel higiênico (-2,36%) e do creme dental (-2,10%), custando ao trabalhador 3 horas e 40 minutos do seu tempo de trabalho.

A Pesquisa Mensal da Cesta Básica de Boa Vista é desenvolvida continuamente pelo Governo de Roraima e toma como parâmetro os volumes mínimos de consumo previstos pelo Decreto-Lei nº 399/1938 adaptados para a Região Norte do país, tendo realizado esta última coleta de dados entre os dias 28 de setembro e 19 de outubro.

Da Redação

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